TIPO UM

roteiro

É um roteiro que levará os participantes numa viagem
que percorrerá os locais de referência para a actividade tipográfica da ilha, desde aqueles onde a tipografia tradicional ainda é correntemente utilizada até aos de cariz museológico onde o material tipográfico é preservado e apresentado ao público.

NOTA: Almoço não incluído na inscrição.

LOCAIS

A Tipografia A Crença foi fundada em 1930 em Vila Franca do Campo pelos padres João Melo de Bulhões e Manuel Ernesto Ferreira, com o principal intuito de imprimir o semanário paroquial com o mesmo nome. Desde 1915 que o jornal era impresso em Ponta Delgada, na tipografia Aníbal.  Em 1986 José Vicente entra n’A Crença como aprendiz dos mestres António Rodrigues e Roberto Ferreira. José Vicente é o actual impressor d’A Crença e participou na transição da tipografia para o offset, tendo chegado a operar uma Lynotype. 

R. Gonçalo Velho Cabral, 38,
V. F. do Campo

Segunda a Sexta  8h—12h  13h—17h

T: 296 582 196

Situada na cidade de Lagoa, a Esperança tem duas Heidelberg de pinças, no formato A3 e A4, uma minerva de braço que parece de brincar por ser tão pequena e cinco cavaletes com 25 gavetas cheias de caracteres tipográficos. Delmiro Luz é o mestre tipógrafo, tendo entrado como aprendiz à mais de 30 anos. Apesar de actualmente só imprimir em offset, as máquinas tipográficas ainda são usadas para corte e vinco.    Em 1966, Altino Moniz Resendes adquire a oficina ao seu primeiro dono, José Leandro. A funcionar à época perto do Porto dos Carneiros, em 1972 a oficina muda-se definitivamente para o lugar onde está agora. Até 2001, a Esperança imprimia apenas em tipografia de caracteres móveis. Foi também neste ano que morre Altino Resendes e entra João Pacheco, o seu genro e actual proprietário.

R. Estrada da Relvinha 13, Lagoa

Segunda a Sexta  9h—18h

T: 296 912 290

Talvez a oficina com o maior espólio em funcionamento da ilha de São Miguel, a Micaelense está aberta desde 1957. Os proprietários actuais, Dinis Botelho e Eduardo Furtado estão na casa desde 1996. Dinis Botelho, o mestre tipógrafo, começou em 1974, aos 14 anos, como aprendiz e, desde então, já trabalhou em muitas oficinas tipográficas da ilha. Eduardo Furtado encarrega-se da pré-impressão e dos acabamentos. A Micaelense ainda trabalha regularmente em tipografia. Imprimem desde 2014 a Agenda da Tipografia e, desde 2016, o calendário da Tipografia Micaelense.
Recebem, ainda, residências de artistas, entre outros trabalhos com tipografia tradicional. Com centenas de famílias tipográficas, esta oficina tem 17 cavaletes, uma Heidelberg de pinças A4, uma minerva semi-automática A3, uma minerva de bancada A5 e um prelo de provas.

R. do Castilho 33 B, Ponta Delgada.

Segunda a Sexta 9h30—17h00

T: 296 284 262

A Oficina Museu das Capelas nasceu em 1998 com a ideia de reunir artesãos de diversas áreas num espaço único de criação e venda. Actualmente, apesar de não ter concretizado o projecto de ate lier colectivo, a Oficina Museu é um espaço que procura recriar oficinas, lojas, etc., dos anos 40. Tendo reunido material de muitas tipografias desativadas, tem um rico e diversificado espólio tipográfico, entre máquinas, tipos, gravuras, im pressões, etc.

Rua do Loural 56, Capelas

Segunda a Sexta 8h—12h  13h—17h

T: 296 298 202

A EGA, apesar de nunca ter trabalhado com tipografia por ser uma gráfica recente, adquiriu e restaurou parte do espólio da tipografia da Fábrica de Tabaco Micaelense, tipografia essa que servia para imprimir os seus próprios rótulos e embalagens. Assim, a EGA tem em exposição material tipográfico de interesse que pode ser apreciado tanto por clientes, como por visitantes.

R. Manuel Augusto Amaral 5,
Ponta Delgada

Segunda a Sexta 08h30—12h30 13h30—17h30

T:296 283 063

Gráfica do Norte

Em 1999 a Gráfica do Norte inicia actividade na rua do Rosário na matriz da cidade de Ribeira Gran de. Começou por funcionar apenas com tipografia de caracteres móveis, equipada com três miner vas e operada por dois mestres tipógrafos, Edmundo Lopes e Luis Rates. O último tinha sido aprendiz na tipografia da Papelaria Neves. Edmundo Lopes, o proprietário, foi aprendiz na tipografia da Instituição «Lar para Jovens» com o mestre Eugénio. Começou com apenas 9 anos a limpar linhas. A Gráfica do Norte esteve cinco anos no Rosário e em 2004 muda-se para a rua onde actualmente se encontra. Tem cinco cavaletes, que somam cerca de 86 famílias tipográficas. Em 2005, Edmundo adquire uma máquina digital RISO HC 5500 e desde então trabalham sobretudo com máquinas digitais, embora ainda façam pequenos trabalhos em tipografia de caracteres móveis.

R. East Providence 31 A, Ribeira Grande

Segunda a Sexta 08h30—17h30

T: 296 474 156

A Fábrica de Tabaco da Maia, considerada uma das mais antigas da ilha, laborou na freguesia da Maia entre 1871 e 1988.   A fábrica estava organizada por seções, englobava os espaços de cultivo, a secagem e prensagem das folhas de tabaco, zona de manufatura onde se produziam cigarros, cigarrilhas e rapé e a zona da tipografia onde se imprimiam as diferentes embalagens de tabaco. Pode mos  encontrar no museu, entre outras máquinas, uma Heidelberg que veio da Alemanha para a fábrica em 1950 e uma colecção de gravuras de rótulos e embalagens dos maços de tabaco.

Estrada de S. Pedro, Maia

Segunda a Sexta 9h30—12h  12h30—17h00

T: 296 442 905

Este museu tem um núcleo expositivo dedicado à tipografia que reúne vinte e sete objectos: uma prensa a motor e uma manual, alguns cavaletes com tipos, uma guilhotina, entre outros.  O Museu Municipal da Ribeira Grande incorporou este núcleo expositivo em 2003, no seguimento de doações feitas pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CITEC), em Ponta Delgada e pelo Asilo Escola-Agrícola Bernardo Manuel Silveira Estrela, na Matriz da Ribeira Grande, atualmente um centro de acolhimento conhecido como O Casa.

R. de São Vicente, Ribeira Grande

Segunda a sexta 09h00 — 17h

T: 296 470 736