António Guilhermino Pires

Completou o curso de tipógrafo-compositor numa escola Salesiana, tornando-se logo de seguida ele próprio formador nestas escolas que foram referência no ensino profissional da tipografia.
O mérito leva-o a Itália, onde obtém o diploma do Magistério Gráfico, licenciando-se, depois, em Ciências e Artes Gráficas. De volta a Portugal, e após passagem pelo Funchal onde coordena a formação gráfica e gere a tipografia da Escola Salesiana, entra, em 1970, por concurso público, para a Imprensa Nacional. Mantém-se durante cerca de 25 anos na Direcção de Produção Gráfica, em anos de grande transformação, que começaram com a tipografia e acabaram no digital, passando pela fotocomposição.
Foi o responsável pelos últimos catálogos
de tipos da fundição tipográfica e redesenhou três séries de caracteres (“Europa”, “Bicentenário” e “Lusitanas”) que foram produzidos em liga metálica. Sai para se dedicar a outra paixão de sempre, a formação (a todos os níveis de ensino), fundando o Curso de Tecnologias e Artes Gráficas do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), o primeiro em Portugal em que o ensino-aprendizagem das tecnologias e artes gráficas é elevado ao nível do Ensino Superior.  No IPT, entre outras, criou uma oficina tipográfica de referência, reunindo um importante espólio cedido em grande parte pela Imprensa Nacional, além de doações de conhecidas empresas de materiais gráficos.

Afastado profissionalmente há vários anos, continua uma voz bastante activa no mundo da criatividade gráfica (e não só…). É provavelmente quem mais sabe de tipografia de caracteres móveis entre nós. Continua a considerar-se um tipógrafo e vem partilhar um pouco do muito que sabe.